CHESPIRITO
A maior paixão de Chespirito
 Há cerca de 30 anos unidos pelo amor e pelo humor

Nascida em 8 de fevereiro de 1948, Florinda Meza García é atriz, cantora, produtora e escritora. Não possui filhos. É casada com Chespirito, o Chaves, e vivem juntos até hoje. Florinda e Carlos Villagrán, o Quico, nunca foram casados, isso é boato. Há uma tendência, principalmente por parte de "jornais" de fofoca de crucificar Florinda, acusando-a de ser a responsável pela desunião entre Chespirito e Villagrán. Nunca caiam nessa visão da "Yoko Ono" mexicana, como se Florinda fosse responsável pelo fim do grupo – e como se ela não fizesse parte deste mesmo grupo, deste o princípio.

Florinda Meza, mexicana nascida em Juchipila, Zacatecas, era nova quando começou a trabalhar com Chespirito: tinha vinte e poucos anos. Logo, obviamente não tinha uma carreira de atriz sólida na época. Ela fazia pequenas pontas em novelas e programas da Televisa. E foi convidada por Chespirito para participar de seus programas de comédia. Os dois começaram o romance no Chile, ainda na década de 70. Florinda e Chespirito não tiveram filhos: as cinco filhas e o filho de Roberto Bolaños são todos de sua primeira esposa (Graciela Fernández).

Florinda Meza nunca mais parou de atuar e trabalhar ao lado do marido. Além de 'Chaves' e 'Chapolin', foram inúmeros filmes ('El Chanfle' I e II, 'Charrito', 'Don Ratón y Don Ratero', 'Musica de Viento') e várias telenovelas no currículo. Florinda escreveu e produziu novelas da Televisa como 'María de nadie' (1985), 'Milagro y magia' (1991), 'Alguna vez tendremos alas' (97) e 'La dueña' (95, que aqui foi traduzida e virou a novela "Amor e Ódio", do SBT).

 Roberto Gómez Bolaños e Florinda Meza, caracterizados para a comédia '11 y 12'

Florinda e Chespirito são muito unidos. Ele é quase 20 anos mais velho. Os dois sempre emitem opiniões parecidas sobre os problemas mais delicados, como por exemplo a briga judicial sobre os direitos da personagem Chiquinha entre Bolaños e María Antonieta, a atriz que vive a Chiquinha. Florinda, sempre ao lado do marido, condena as atitudes de María Antonieta de querer registrar a personagem em seu nome sem comunicar a Chespirito.

Na década de 1990, os dois ficaram oito anos com uma peça em cartaz: '11 y 12', escrita por Chespirito, o maior sucesso de bilheteria da história do México! Foi a última atuação do casal. Clique na imagem pra saber mais.

 Florinda como Florinda: mesmo nome,
mas uma personagem bem caracterizada

Florinda conta, com enorme nostalgia e saudade, sobre os tempos áureos das séries Chaves e Chapolin, que conquistaram um sucesso internacional, a que jamais imaginariam chegar. Diz que gosta de ser reconhecida pelos fãs, mas fica sem graça quando algum homem já marmanjo, quase senhor, chega para ela e diz: "Eu a vejo desde que sou criança". Florinda marcou gerações com sua personagem, reconhecida mundialmente, por pessoas de qualquer idade: DONA FLORINDA. Uma personagem, ao mesmo tempo, doce e severa, meiga e rude. Para fazer Dona Florinda, a atriz era envelhecida: a maquiagem de rugas a deixavam com cara de velha carcomida. Basta ver a atriz vestindo a Pópis ou no programa Chapolin para conferir toda a sua beleza e jovialidade.

"Quando vejo os programas, me enchem de nostalgia. E posso notar que, antes, eu tinha que pintar rugas na cara para fazer a Dona Florinda; hoje não precisaria mais disso", comenta Florinda Meza, com bom humor.

LEIA agora o poema, traduzido e adaptado, que Chespirito escreveu para Florinda:

Florinda Meza García,
Um nome, é evidente,
que rima perfeitamente
com a palavra "poesia".
Bom começo, eu diria,
para iniciar o projeto
de um poema sem defeito
e sem mácula, amém
de que o nome é também
octassílabo perfeito.

Como se não bastasse,
está a palavra "linda"
a rimar com "Florinda"
em perfeita consonante.
E de modo semelhante,
sem alardes de proeza,
resulta óbvio que "Meza"
além de ser sobrenome,
é palavra que serve
para rimar com "beleza".

Portanto, sem mais problemas,
a décima já está
com a métrica que vai
em semelhantes poemas.
Mas por que tanto serviço
se para fazer poesia
na realidade bastaria
só eliminar aquilo
e escrever apenas isso:
"Florinda Meza García".